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Pedro Matondo

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Pedro Matondo
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Sobre Mim
Membro do AVAGroup desde 2009, considerado em 2010 o piloto do ano, é daqueles cujo o carácter o transforma em amigo de todos. Os seus trabalhos notáveis no STAFF AVAGroup e o seu contributo nas actividades do mesmo, o tornaram uma pessoa especial e apreciada por todos os membros, na qual temos uma eterna gratidão por tudo que já fez. No mundo real, piloto de Boeing 737 na TAAG Linhas Aéreas de Angola, mas ainda assim, um eterno amante da aviação virtual e que segundo ele, aproveita-se do mesmo para aperfeiçoar alguns treinos para o mundo real.
Pilot Awards

  

 

Historial AVAGroup
2010 - Nomeado Piloto do Ano
Entrevista
1- Quando começou a paixão pela aviação e em especial a aviação virtual?

Desde criança que sempre gostei da aviação por ter um piloto em casa e ter a oportunidade de viajar e visitar cockpit de alguns aviões e por ai já estava a criar aquela coisa que nós aviadores temos no sangue e em 2007 quando o meu tio me ofereceu o FS2004 comecei a dar os meus primeiros passos no mundo da aviação virtual, e em pouco tempo ganhei essa grande paixão que tenho pela aviação virtual.

2- A que ponto a aviação virtual ajudou-te na tua carreira de piloto profissional?

Ajudou-me muito e até posso dizer que 70% do que sei sobre voo por instrumento aprendi em casa com o meu pai e a voar no simulador tanto que até hoje continua a ser uma grande ferramenta para mim, pois ajuda a esclarecer algumas duvidas sobre procedimentos e até reconhecimento de alguns aeroportos. A aviação virtual é realmente o melhor que poderíamos ter na aviação para reduzir os custos e os riscos no que toca ao treinamento.

3- Que experiencias da aviação virtual podem ser levadas para o mundo real?

Tudo que é positivo podemos levar para a aviação do mundo real, e muitos podem não dar conta, mas os pilotos virtuais conseguem fazer o trabalho de dois ou mais tripulantes independentemente do avião que estiverem a voar, no meu caso no treino para ser largado no B737 na qual temos várias fases de treino e uma delas, o pilot incapacitation que para muitos é uma dor de cabeça mas para mim foi a parte mais fácil do treino porque com as horas e experiencia que tenho a voar este avião no simulador esta fase de treino foi como se estivesse em casa a voar sozinho e sem me estressar porque já tenho feito este treino no simulador sempre que faço os meus voos virtuais. Posso dizer que se levarmos a parte da simulação a sério e no verdadeiro sentido da palavra temos mais que meio caminho andado para conseguirmos ter bons resultados no mundo da aviação real e só depende de nós.

4 - Quais são os impactos negativos que a aviação virtual tem para um piloto real?

Uma das partes negativas na aviação virtual é o foco nos instrumentos, porque dificilmente controlamos o avião com as referências visuais no simulador e automaticamente nos deparamos agarrados aos instrumentos e tentamos sempre voar olhando para os instrumentos e não damos tanta importância às referências externas, mas depois de alguns voos no avião real e muito treino conseguimos dar conta do recado, contudo, isso no meu ponto de vista não é bem um impacto negativo na totalidade, perdemos sim algumas técnicas para o voo visual mas em contra partida também ganhamos uma boa capacidade de monitoramento dos instrumentos.

5- Que efeito a aviação virtual tem na sua vida?

Não tenho palavras para descrever os efeitos positivos que consegui no mundo da aviação virtual, realmente é o melhor que qualquer aviador pode ter para auxílio com a pilotagem real e um meio que quebra muitas barreiras e nos ajuda a manter o sonho vivo.

6- O que achas da actual evolução do mundo da aviação virtual neste momento?

Assustador. Precisamos correr para nos mantermos na mesma rota, a evolução da aviação virtual é tão grande que temos que ter práticamente a mesma postura e profissionalismo que temos no mundo real, pois os aviões, os cenários, as condições climatéricas são tão detalhadas que até para um piloto real é preciso preparo e qualificação para poder fazer um simples voo.

7- Como avalias o mundo da aviação virtual em Africa e em especial em Angola?

Posso dizer que estamos de parabéns em Africa pois sem ter que pesquisar muito conseguimos dar conta que embora nos Angolanos não termos uma divisão activa na IVAO somos os que mais movimentamos o espaço aéreo Africano embora não se compare com a Europa e América do Sul, mas pelas condições que temos aqui em Angola conseguimos dar o nosso melhor para aviação virtual em Africa, e não ficamos a dever muito a outros países mais desenvolvidos, e desde já agradeço ao nosso grande staff AVAGROUP que tem feito de tudo para manter essa chama acesa.

8- Um aeroporto, um avião, uma aproximação? Justifique.

Aeroporto, gosto do OR Tambo em Joanesburgo, pela grandeza e simplicidade. Avião, o Cessna C-172, o avião que fiz o meu primeiro voo real e solo. Aproximação gosto a do Soyo por ser muito bonita e em certo ponto desafiadora.

9- Que recomendações darias aos actuais e novos pilotos virtuais, do AVAGroup e da comunidade Angolana em si?

Continuem a estudar, aproveitem as oportunidades e nunca se esqueçam que estamos a viver o sonho de muitos aviadores.

10- Uma palavra para o AVAGroup?

Família

11- Concorda com a afirmação ‘ Um piloto virtual quando se torna um piloto real o mundo virtual é posto de lado” Justifique?

Não concordo, mas também não vou negar que a disponibilidade depois de se tornar um piloto no mundo real não é a mesma. No meu caso, o que posso dizer é que as vezes por certas razões não consigo estar ligado a aviação virtual a 70%, devo andar nos 45%, 30 % mas quando estou de férias os meus 80 % são garantidos mas claro que isso não é o mesmo para todos, não é por ser um piloto do mundo real que vou deixar a aviação virtual, pois não há como eu me separar deste hobbie que para mim é a minha escola e nem aos 65 anos vão poder reformar o AVG259 do espaço aéreo virtual.